1. Introdução
No universo das operações de segurança, é comum observarmos profissionais utilizando indistintamente os termos “playbook” e “runbook”, como se fossem sinônimos. Frases como “Segue o playbook para executar essa ação” ou “Criei um runbook para responder a esse tipo de incidente” são frequentes, mas tecnicamente imprecisas.
Embora ambos sejam documentos fundamentais para a operação de um SOC, playbook e runbook possuem propósitos, estruturas e níveis de abstração completamente diferentes. Esta confusão conceitual pode comprometer a eficiência operacional, causar inconsistências na resposta a incidentes e dificultar a maturação dos processos de segurança.
Este artigo tem como objetivo esclarecer as diferenças práticas entre playbook e runbook, demonstrando como cada um deve ser estruturado e aplicado no contexto de um Centro de Operações de Segurança.
2. Conceitos Fundamentais
2.1. O que é um Playbook?
Um playbook é um documento estratégico que define a abordagem geral para responder a uma categoria específica de incidentes de segurança. Ele estabelece o contexto, os objetivos, as prioridades e o fluxo de decisão, mas não detalha os comandos específicos a serem executados.
Características principais:
- Orientação estratégica: Foca no “o que fazer” e “por que fazer”
- Alto nível: Descreve processos sem entrar em detalhes técnicos específicos
- Orientado a decisão: Contém árvores de decisão e fluxos condicionais
- Contexto de negócio: Considera impacto, criticidade e tolerância a risco
- Reutilizável: Pode ser aplicado a diferentes cenários similares
- Público-alvo: Analistas de diferentes níveis, coordenadores e gestores
2.2. O que é um Runbook?
Um runbook é um documento operacional que contém instruções técnicas detalhadas e específicas para executar uma tarefa ou procedimento. Ele é prescritivo, contendo comandos exatos, telas de sistema e critérios de validação.
Características principais:
- Orientação operacional: Foca no “como fazer” tecnicamente
- Baixo nível: Detalha comandos, clicks e validações específicas
- Orientado à execução: Sequência linear de passos técnicos
- Agnóstico ao contexto: Funciona independente do cenário de negócio
- Específico: Criado para uma tarefa muito particular
- Público-alvo: Analistas técnicos e operadores de primeiro nível
2.3. Relação com Casos de Uso
Vale ressaltar que nem playbook nem runbook são casos de uso. Um caso de uso define o que detectar e por que é importante, enquanto o playbook define como responder após a detecção. O runbook, por sua vez, operacionaliza as ações técnicas específicas descritas no playbook.
Fluxo conceitual: Caso de Uso → [Detecção] → Playbook → [Decisão] → Runbook → [Execução]
2.4. Comparação Prática
| Aspecto | Playbook | Runbook |
|---|---|---|
| Objetivo | Guiar a resposta estratégica | Executar ações técnicas específicas |
| Nível de abstração | Alto - conceitual | Baixo - operacional |
| Conteúdo | Fluxos de decisão, contexto | Comandos, clicks, validações |
| Flexibilidade | Alta - adaptável a cenários | Baixa - sequência fixa |
| Audiência | Analistas, coordenadores | Operadores técnicos |
| Duração de uso | Longa - reutilizável | Pontual - tarefa específica |
| Dependência | Independente de ferramentas | Dependente de ferramentas específicas |
3. Implementação Prática
3.1. Playbook: Execução Remota e Persistência via PowerShell
Objetivo: Responder a detecções de uso malicioso do WinRM e tarefas agendadas para persistência.
Critérios de Ativação:
- Alertas das regras: “PowerShell Create Scheduled Task” ou “Enable Windows Remote Management”
- Combinação de múltiplos alertas em janela temporal de 10 minutos
- Hosts críticos ou com acesso privilegiado
Fluxo de Resposta:
Fase 1: Avaliação Inicial (0-5 minutos)
- Classificar criticidade do host afetado
Host crítico (Tier 0/1) → Escalação imediata
Host padrão → Continuar investigação
- Verificar contexto temporal
- Horário comercial + usuário conhecido → Possível falso positivo
- Fora do horário + conta administrativa → Suspeita alta
- Correlacionar com outras fontes
- Verificar alertas de EDR simultâneos
- Consultar logs de autenticação
- Revisar atividade recente do usuário
Fase 2: Contenção (5-15 minutos)
- Se confirmada atividade suspeita:
- Isolar o host na rede (quarentena)
- Desabilitar conta de usuário envolvida
- Notificar equipe de resposta a incidentes
- Se incerto sobre legitimidade:
- Monitorar atividade adicional por 30 minutos
- Contactar proprietário do sistema
- Manter logs detalhados da investigação
Fase 3: Investigação (15-60 minutos)
- Coleta de evidências:
- Imagem de memória do host
- Logs de PowerShell detalhados
- Análise de tarefas agendadas criadas
- Análise de escopo:
- Identificar outros hosts acessados
- Mapear movimentação lateral
- Verificar exfiltração de dados
Critérios de Escalação:
- Múltiplos hosts afetados (>3)
- Acesso a dados classificados
- Falha na contenção inicial
- Evidência de exfiltração
Métricas de Sucesso:
- Tempo médio de contenção < 15 minutos
- Taxa de falsos positivos < 10%
- Prevenção de movimentação lateral em 95% dos casos
3.2. Playbook: Mineração de Criptomoeda em Endpoint
Objetivo: Responder a detecções de mineradores de criptomoeda que impactam performance e indicam comprometimento.
Critérios de Ativação:
- Alerta da regra: “Possible Coin Miner CPU Priority Param”
- Combinação com alertas de alta utilização de CPU
- Múltiplas detecções em hosts similares
Fluxo de Resposta:
Fase 1: Verificação Imediata (0-2 minutos)
- Confirmar impacto no sistema:
- CPU > 80% por mais de 5 minutos → Ação imediata
- CPU < 50% → Investigação de baixa prioridade
- Identificar criticidade do host:
- Servidor de produção → Escalação automática
- Workstation → Investigação padrão
Fase 2: Contenção Rápida (2-10 minutos)
- Encerrar processo malicioso:
- Usar EDR para kill do processo
- Quarentena do arquivo executável
- Bloquear hash em outros endpoints
- Verificar persistência:
- Analisar tarefas agendadas
- Revisar serviços do sistema
- Verificar inicialização automática
Fase 3: Análise de Origem (10-30 minutos)
- Identificar vetor de entrada:
- Downloads recentes do usuário
- E-mails com anexos
- Sites visitados nas últimas 24h
- Escopo da infecção:
- Outros hosts do mesmo usuário
- Compartilhamentos de rede acessados
- Credenciais potencialmente comprometidas
Critérios de Escalação:
- Minerador em servidor crítico
- Evidência de movimento lateral
- Impossibilidade de remoção via EDR
Métricas de Sucesso:
- Tempo de kill do processo < 5 minutos
- Prevenção de reinfecção em 98% dos casos
- Identificação do vetor em 80% dos casos
3.3. Playbook: Exfiltração com Wget
Objetivo: Responder a tentativas de exfiltração de dados usando wget com arquivos sensíveis.
Critérios de Ativação:
- Alerta da regra: “Data Exfiltration with Wget”
- Acesso a arquivos como /etc/shadow, /etc/passwd
- Tráfego de saída suspeito simultâneo
Fluxo de Resposta:
Fase 1: Bloqueio Imediato (0-3 minutos)
- Interromper transferência:
- Kill do processo wget
- Bloqueio temporário de saída HTTP/HTTPS
- Quarentena do host se necessário
- Preservar evidências:
- Captura de tráfego de rede
- Snapshot do sistema
- Logs de auditd detalhados
Fase 2: Avaliação de Danos (3-20 minutos)
- Identificar dados exfiltrados:
- Analisar arquivos no comando wget
- Verificar tamanho da transferência
- Confirmar destino da exfiltração
- Classificar sensibilidade:
- Dados de autenticação → Incidente crítico
- Arquivos de configuração → Incidente alto
- Dados operacionais → Incidente médio
Fase 3: Resposta Proporcional (20-60 minutos)
- Para dados críticos:
- Reset de todas as senhas do sistema
- Notificação à equipe jurídica
- Comunicação com autoridades se necessário
- Para dados sensíveis:
- Alteração de configurações expostas
- Reforço de monitoramento
- Análise de outros acessos do atacante
Critérios de Escalação:
- Exfiltração confirmada de dados críticos
- Múltiplos sistemas afetados
- Ação de insider threat
Métricas de Sucesso:
- Tempo de bloqueio < 3 minutos
- Prevenção de exfiltração em 90% dos casos
- Contenção completa em 95% dos casos
3.4. Playbook: Uso Malicioso de Ferramentas Sysinternals
Objetivo: Responder ao uso suspeito de ferramentas administrativas como PsExec, Procdump.
Critérios de Ativação:
- Alerta da regra: “PUA - Sysinternals Tools Execution - Registry”
- Uso fora do horário comercial
- Execução por usuários não autorizados
Fluxo de Resposta:
Fase 1: Contextualização (0-5 minutos)
- Verificar legitimidade:
- Usuário tem permissão administrativa? → Investigar contexto
- Horário e local de trabalho consistente? → Possível legítimo
- Ferramenta executada remotamente? → Suspeita alta
- Correlacionar atividades:
- Logins simultâneos em múltiplos hosts
- Execução de múltiplas ferramentas
- Criação de arquivos suspeitos
Fase 2: Investigação Ativa (5-15 minutos)
- Analisar impacto da ferramenta:
- PsExec → Verificar execução remota não autorizada
- Procdump → Verificar dump de processos sensíveis (lsass)
- Outras → Avaliar propósito e alvos
- Mapear atividade relacionada:
- Outros hosts acessados na sessão
- Arquivos criados ou modificados
- Credenciais potencialmente extraídas
Fase 3: Ação Proporcional (15-45 minutos)
- Se uso legítimo confirmado:
- Documentar justificativa
- Ajustar regras para reduzir falsos positivos
- Reforçar treinamento sobre ferramentas aprovadas
- Se uso malicioso:
- Isolar hosts envolvidos
- Reset de credenciais administrativas
- Análise forense completa
Critérios de Escalação:
- Dump de memória de processos críticos
- Execução em múltiplos hosts (>5)
- Evidência de exfiltração de credenciais
Métricas de Sucesso:
- Taxa de falsos positivos < 15%
- Identificação de uso legítimo vs. malicioso em < 10 minutos
- Contenção de movimentação lateral em 98% dos casos
4. Runbooks Operacionais
4.1. Runbook: Kill de Processo de Mineração via EDR
Pré-requisitos:
- Acesso ao console EDR (CrowdStrike/Defender/SentinelOne)
- Permissões de resposta ativa
- Host ID ou hostname identificado
Procedimento:
Passo 1: Acesso ao Console
- Acessar
https://falcon.crowdstrike.com(ou console equivalente) - Fazer login com credenciais de serviço
- Navegar para
Investigate > Host Search
Passo 2: Localizar Host
- Na barra de busca, inserir:
hostname:NOME_DO_HOST - Clicar no host nos resultados
- Verificar status “Online” na aba
Overview
Passo 3: Identificar Processo
- Clicar na aba
Processes - Filtrar por:
command_line:*cpu-priority*ORcommand_line:*xmrig* - Identificar PID do processo malicioso
- Anotar: PID, comando completo, usuário
Passo 4: Encerrar Processo
- Selecionar o processo identificado
- Clicar em
Actions > Kill Process - Confirmar ação inserindo comentário: “Minerador detectado - SOC Response”
- Executar ação
Passo 5: Validação
- Aguardar 30 segundos
- Refresh da página de processos
- Confirmar que PID não aparece mais
- Verificar CPU usage < 20% na aba
Performance
Passo 6: Quarentena de Arquivo
- Na aba
Files, buscar pelo executável - Selecionar arquivo e clicar
Quarantine - Confirmar ação com comentário
Critérios de Sucesso:
- ✅ Processo não aparece mais na lista
- ✅ CPU usage reduzido
- ✅ Arquivo em quarentena
- ✅ Ação logada no console
Em caso de falha:
- Escalar para administrador EDR
- Considerar isolamento completo do host
- Executar runbook de isolamento de rede
4.2. Runbook: Isolamento de Host via EDR
Pré-requisitos:
- Acesso ao console EDR com privilégios de isolamento
- Aprovação verbal do coordenador SOC
- Host ID confirmado
Procedimento:
Passo 1: Preparação
- Documentar justificativa no ticket: “Host comprometido - isolamento preventivo”
- Notificar usuário por telefone (se possível)
- Anotar horário de início da ação
Passo 2: Executar Isolamento
- No console EDR, localizar host (conforme runbook anterior)
- Clicar na aba
Network - Clicar em
Network Isolation > Enable - Confirmar com comentário: “Atividade maliciosa confirmada”
Passo 3: Verificar Isolamento
- Status deve mudar para “Network Isolated” em ~60 segundos
- Verificar timestamp da ação
- Confirmar conectividade apenas com servidor EDR
Passo 4: Comunicação
- Atualizar ticket com horário exato do isolamento
- Enviar email para:
soc-coord@empresa.com - Assunto: “HOST ISOLADO - [HOSTNAME] - Ticket #[NUMERO]”
Passo 5: Monitoramento Pós-Isolamento
- Monitorar por 15 minutos para atividade residual
- Verificar se outros hosts da rede apresentam atividade similar
- Documentar observações no ticket
Critérios de Sucesso:
- ✅ Status “Network Isolated” no console
- ✅ Timestamp registrado
- ✅ Coordenação notificada
- ✅ Usuário comunicado
Reversão (quando autorizada):
- Clicar em
Network Isolation > Disable - Confirmar com comentário: “Investigação concluída - autorizado por [NOME]”
- Monitorar por 5 minutos pós-reconexão
4.3. Runbook: Bloqueio de Hash em Múltiplos Endpoints
Pré-requisitos:
- Hash SHA256 do arquivo malicioso
- Lista de hosts para aplicar bloqueio
- Acesso ao console EDR com privilégios de IOC management
Procedimento:
Passo 1: Coleta de Informações
- Copiar hash SHA256 do arquivo:
[HASH_AQUI] - Verificar se hash está na threat intelligence:
https://virustotal.com - Documentar nome do arquivo e caminho original
Passo 2: Criar IOC Global
- No console EDR, navegar para
Configuration > IOC Management - Clicar
Add IOC - Configurar:
- Type:
SHA256 - Value:
[HASH_SHA256] - Action:
Block - Description:
Minerador criptomoeda - Ticket [NUMERO] - Severity:
High
Passo 3: Aplicar a Grupos
- Na seção
Applied To, selecionar:
All Windows Hosts(se minerador Windows)All Linux Hosts(se minerador Linux)
- Clicar
Save IOC
Passo 4: Verificar Propagação
- Aguardar 5 minutos para sincronização
- Em host de teste, verificar IOC recebido:
- Windows:
Event Viewer > CrowdStrike - Linux:
/var/log/falcon-sensor.log
Passo 5: Validação
- Tentar executar arquivo conhecido com mesmo hash
- Verificar bloqueio e alerta gerado
- Confirmar em 3 hosts diferentes
Critérios de Sucesso:
- ✅ IOC criado e ativo
- ✅ Propagado para todos os grupos
- ✅ Bloqueio funcionando em teste
- ✅ Alertas sendo gerados
Remoção do IOC (quando necessário):
- Navegar para
IOC Management - Localizar IOC pelo hash
- Clicar
Deletecom justificativa - Confirmar remoção
4.4. Runbook: Reset de Senha Administrativa em AD
Pré-requisitos:
- Acesso ao Active Directory Users and Computers
- Privilégios de administrador de domínio
- Lista de contas comprometidas
- Aprovação de manager para reset
Procedimento:
Passo 1: Preparação
- Conectar ao Domain Controller via RDP/Console
- Abrir
Active Directory Users and Computers - Documentar contas a serem resetadas
Passo 2: Gerar Senha Temporária
- Usar gerador interno:
https://passwordgen.empresa.com - Configurar: 12 caracteres, alfanumérico + símbolos
- Anotar senha temporária:
[SENHA_TEMP]
Passo 3: Reset da Conta
- Localizar usuário:
Find > Advanced > Name: [USERNAME] - Clicar direito na conta >
Reset Password - Inserir nova senha temporária
- Marcar: ☑️
User must change password at next logon - Marcar: ☑️
Account is locked out(se aplicável) - Clicar
OK
Passo 4: Verificar Propriedades
- Duplo clique na conta
- Aba
Account: confirmar senha expirada - Aba
Member Of: verificar grupos de admin - Anotar última autenticação
Passo 5: Comunicação
- Ligar para usuário: “Sua senha foi resetada por segurança”
- Informar senha temporária via canal seguro
- Orientar sobre mudança obrigatória no próximo login
- Agendar follow-up em 1 hora
Passo 6: Monitoramento
- Verificar primeiro logon pós-reset em 15 minutos
- Confirmar troca de senha pelo usuário
- Monitorar atividade da conta por 24h
Critérios de Sucesso:
- ✅ Senha resetada com sucesso
- ✅ Usuário contactado e orientado
- ✅ Primeiro logon confirmado
- ✅ Nova senha definida pelo usuário
Em caso de problemas:
- Usuário não consegue trocar senha → Verificar política de senhas
- Conta continua bloqueada → Executar
Unlock Account - Usuário não encontrado → Verificar nome completo/SAM account
4.5. Runbook: Verificação de Exfiltração em Logs de Firewall
Pré-requisitos:
- Acesso ao SIEM/Splunk
- Logs de firewall configurados
- Timeframe do incidente identificado
- IP/hostname do host suspeito
Procedimento:
Passo 1: Acesso ao SIEM
- Conectar em
https://splunk.empresa.com - Login com conta de serviço SOC
- Navegar para
Search & Reporting
Passo 2: Query Base
index=firewall src_ip="[IP_HOST_COMPROMETIDO]" action=allowed
| eval bytes_mb=bytes/1024/1024
| where bytes_mb > 10
| stats sum(bytes_mb) as total_mb, count by dest_ip, dest_port
| sort -total_mb
Passo 3: Refinar por Timeframe
- Ajustar tempo: últimas 24 horas do incidente
- Executar query e aguardar resultados
- Exportar primeiros 50 resultados para CSV
Passo 4: Analisar Destinatários
- Para cada dest_ip com >100MB:
- Verificar whois:
whois [DEST_IP] - Consultar VirusTotal:
https://virustotal.com/gui/ip-address/[IP] - Classificar: Legítimo / Suspeito / Malicioso
Passo 5: Query Detalhada para IPs Suspeitos
index=firewall src_ip="[IP_HOST]" dest_ip="[IP_SUSPEITO]"
| eval timestamp=strftime(_time, "%Y-%m-%d %H:%M:%S")
| table timestamp, src_port, dest_port, bytes, packets
| sort timestamp
Passo 6: Documentação
- Criar tabela de resultados:
- Destino | Bytes Total | Classificação | Ação
- Para cada IP malicioso: adicionar a blocklist
- Atualizar ticket com evidências
Critérios de Suspeita:
- 🚨 >1GB para IP desconhecido
- 🚨 Múltiplas conexões para mesmo destino externo
- 🚨 Tráfego para IPs com reputação ruim
- 🚨 Portas não padrão (não 80/443)
Ações de Follow-up:
- Bloqueio de IPs maliciosos no firewall
- Análise de outros hosts para mesmo destino
- Correlação com threat intelligence
5. Conclusão
A distinção clara entre playbook e runbook é fundamental para a eficiência operacional de um SOC. Playbooks fornecem o contexto estratégico e as diretrizes de decisão, enquanto runbooks garantem a execução técnica consistente e precisa.
Um SOC maduro utiliza ambos de forma complementar: playbooks para orientar a resposta geral ao incidente e runbooks para operacionalizar as ações técnicas específicas. Esta abordagem estruturada reduz o tempo de resposta, minimiza erros operacionais e garante que a experiência institucional seja preservada e transmitida adequadamente.
A implementação adequada destes documentos não apenas melhora a eficiência operacional, mas também contribui para a maturação dos processos de segurança, permitindo medições consistentes, melhoria contínua e padronização das melhores práticas.
Lembre-se: você não executa um playbook no terminal. Você segue um runbook.
Vou ficar muito contente em receber um feedback seu.
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